Terça, 27 Outubro 2015 00:00

São Paulo, Monte Cristo e Criciúma são multados pelo STJD no caso Iago Maidana Destaque

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Em julgamento realizado nesta segunda-feira, o STJD multou São Paulo, Monte Cristo e Criciúma pelo caso envolvendo o zagueiro Iago Maidana.

 

As três equipes foram punidas em R$ 100 mil por descumprir o artigo 191, II, do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) em razão da violação do artigo 66 do Regulamento Nacional de Registro e Transferência de Atletas de Futebol.

Pela infração do mesmo artigo, Iago também recebeu uma sanção financeira, mas de R$ 10 mil.

 

O tribunal ainda acatou o argumento dos clubes de que não teria mérito para julgar as infrações ao Regulamento Nacional de Intermediários, que originou a denúncia do caso.

 

Ele deverá ser apreciado pelo Comitê de Resolução de Litígios da CBF. As punições previstas para este artigo são multa, suspensão de registros de novos jogadores por um ou dois anos, dedução de pontos e até rebaixamento.

 

COMO O CASO COMEÇOU

 

Pela forma com que ocorreu, a transferência de Iago Maidana levantou suspeitas e virou alvo de uma investigação da CBF. A negociação foi intermediada pela empresa "Itaquerão Soccer", que pagou R$ 800 mil ao Criciúma pelo jogador e, em seguida, o registrou no Monte Cristo, clube da terceira divisão goiana. Dois dias depois, o zagueiro teve 60% de seus direitos econômicos vendidos ao São Paulo por R$ 2 milhões.

 

A participação de investidores no repasse de direitos econômicos de jogadores está proibida pela Fifa desde maio e consta no artigo 10 do Regulamento Nacional de Transferências da CBF. "Nenhum clube poderá ajustar ou firmar um contrato que permita a qualquer das partes, ou a terceiros, assumir uma posição em razão da qual possa influir em assuntos laborais e de transferências comprometendo a independência, a política ou a atuação desportiva do clube", diz a passagem.

CRICIÚMA

 

No julgamento, o advogado Osvaldo Sestário afirmou na defesa que a avaliação da infração ao Regulamento Nacional de Intermediários não é competência do STJD. Para ele, seria competência do Comitê de Litígio da CBF - algo que foi acatado pelos auditores depois.

 

Ele ainda alegou que o único erro do time foi não ter renovado com Iago antes do atleta ter viajado para defender a seleção brasileira. "Há adaptação ao novo regulamento e se houve erro não foi por má fé".

 

O clube catarinense ainda levou duas testemunhas ao julgamento: Mariana Bittencourt, gerente de contratos, e Antonio Sérgio Rodrigues, de registros.

 

MONTE CRISTO

 

O advogado André Ribeiro utilizou o mesmo argumento do Criciúma para contestar o mérito do STJD em analisar a questão das infrações do Regulamento Nacional de Intermediários.

 

Ele ainda afirmou que a motivação em trazer o atleta era ter um jogador com potencial e que poderia vendido depois para o exterior.

 

"O clube tinha intenção de utilizar este jogador e transferi-lo caso tivesse uma proposta. Quem vai usar este dinheiro vai ser o Monte Cristo. Não pode ser condenado por ter tido a ousadia de fazer um grande negócio. O clube não foi ferramenta do Criciúma, do São Paulo ou do grupo de investidores".

 

SÃO PAULO E IAGO

 

O clube paulista foi defendido pelo advogado Roberto Armelin. O representante da equipe alegou que a CBF não chamou a atenção da equipe na hora do registro do contrato de Iago e que o caso só veio à tona quando "alguém reclamou". Ele pediu apenas uma advertência, no máximo, como punição ao time paulista e ao jogador, além de seguir os advogados de Monte Cristo e Criciúma, alegando que o STJD não teria mérito em analisar todas as questões.

 

"É um negócio normal ao dia a dia. Não há nenhuma prova. Dia 15 de setembro se encerrava a inscrição no Brasileiro, dia 16 na Copa São Paulo. Para o São Paulo só valeria a pena comprá-lo se pudesse inscrevê-lo. Por isso tudo foi feito de maneira errada."

 

"Não há prova de que há contrato entre intermediários. O São Paulo firmou um único contrato, o de aquisição com o Monte Cristo, apenas. O clube negociou somente com o Monte Cristo e o pai do atleta. O clube não está escondendo nenhum contrato. Só fez um contrato. Não tipifica a denúncia de que o clube está escondendo o contrato. Só fizemos um pagamento, de R$ 1 milhão, e estamos até atrasando parcelas."

 

Em relação a Iago, o advogado disse que o jogador só teve uma ajuda informal da empresa Itaquerão Soccer e que nada estava assinado entre ele e a empresa em questão. 

 

 

 

 

 

Fonte: ESPN                     Foto: Google Imagens 

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