Em julgamento realizado nesta segunda-feira, o STJD multou São Paulo, Monte Cristo e Criciúma pelo caso envolvendo o zagueiro Iago Maidana.

 

As três equipes foram punidas em R$ 100 mil por descumprir o artigo 191, II, do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) em razão da violação do artigo 66 do Regulamento Nacional de Registro e Transferência de Atletas de Futebol.

Pela infração do mesmo artigo, Iago também recebeu uma sanção financeira, mas de R$ 10 mil.

 

O tribunal ainda acatou o argumento dos clubes de que não teria mérito para julgar as infrações ao Regulamento Nacional de Intermediários, que originou a denúncia do caso.

 

Ele deverá ser apreciado pelo Comitê de Resolução de Litígios da CBF. As punições previstas para este artigo são multa, suspensão de registros de novos jogadores por um ou dois anos, dedução de pontos e até rebaixamento.

 

COMO O CASO COMEÇOU

 

Pela forma com que ocorreu, a transferência de Iago Maidana levantou suspeitas e virou alvo de uma investigação da CBF. A negociação foi intermediada pela empresa "Itaquerão Soccer", que pagou R$ 800 mil ao Criciúma pelo jogador e, em seguida, o registrou no Monte Cristo, clube da terceira divisão goiana. Dois dias depois, o zagueiro teve 60% de seus direitos econômicos vendidos ao São Paulo por R$ 2 milhões.

 

A participação de investidores no repasse de direitos econômicos de jogadores está proibida pela Fifa desde maio e consta no artigo 10 do Regulamento Nacional de Transferências da CBF. "Nenhum clube poderá ajustar ou firmar um contrato que permita a qualquer das partes, ou a terceiros, assumir uma posição em razão da qual possa influir em assuntos laborais e de transferências comprometendo a independência, a política ou a atuação desportiva do clube", diz a passagem.

CRICIÚMA

 

No julgamento, o advogado Osvaldo Sestário afirmou na defesa que a avaliação da infração ao Regulamento Nacional de Intermediários não é competência do STJD. Para ele, seria competência do Comitê de Litígio da CBF - algo que foi acatado pelos auditores depois.

 

Ele ainda alegou que o único erro do time foi não ter renovado com Iago antes do atleta ter viajado para defender a seleção brasileira. "Há adaptação ao novo regulamento e se houve erro não foi por má fé".

 

O clube catarinense ainda levou duas testemunhas ao julgamento: Mariana Bittencourt, gerente de contratos, e Antonio Sérgio Rodrigues, de registros.

 

MONTE CRISTO

 

O advogado André Ribeiro utilizou o mesmo argumento do Criciúma para contestar o mérito do STJD em analisar a questão das infrações do Regulamento Nacional de Intermediários.

 

Ele ainda afirmou que a motivação em trazer o atleta era ter um jogador com potencial e que poderia vendido depois para o exterior.

 

"O clube tinha intenção de utilizar este jogador e transferi-lo caso tivesse uma proposta. Quem vai usar este dinheiro vai ser o Monte Cristo. Não pode ser condenado por ter tido a ousadia de fazer um grande negócio. O clube não foi ferramenta do Criciúma, do São Paulo ou do grupo de investidores".

 

SÃO PAULO E IAGO

 

O clube paulista foi defendido pelo advogado Roberto Armelin. O representante da equipe alegou que a CBF não chamou a atenção da equipe na hora do registro do contrato de Iago e que o caso só veio à tona quando "alguém reclamou". Ele pediu apenas uma advertência, no máximo, como punição ao time paulista e ao jogador, além de seguir os advogados de Monte Cristo e Criciúma, alegando que o STJD não teria mérito em analisar todas as questões.

 

"É um negócio normal ao dia a dia. Não há nenhuma prova. Dia 15 de setembro se encerrava a inscrição no Brasileiro, dia 16 na Copa São Paulo. Para o São Paulo só valeria a pena comprá-lo se pudesse inscrevê-lo. Por isso tudo foi feito de maneira errada."

 

"Não há prova de que há contrato entre intermediários. O São Paulo firmou um único contrato, o de aquisição com o Monte Cristo, apenas. O clube negociou somente com o Monte Cristo e o pai do atleta. O clube não está escondendo nenhum contrato. Só fez um contrato. Não tipifica a denúncia de que o clube está escondendo o contrato. Só fizemos um pagamento, de R$ 1 milhão, e estamos até atrasando parcelas."

 

Em relação a Iago, o advogado disse que o jogador só teve uma ajuda informal da empresa Itaquerão Soccer e que nada estava assinado entre ele e a empresa em questão. 

 

 

 

 

 

Fonte: ESPN                     Foto: Google Imagens 

Além da vantagem de 2 a 1 obtida no jogo de ida, no Maracanã, o Fluminense pode ter outro trunfo para o duelo de volta contra o Palmeiras, pela semifinal da Copa do Brasil. Nesta segunda-feira, Fred participou integralmente do treino orientado pelo técnico Eduardo Baptista.

Deste modo, cresce a expectativa para a presença do atacante no gramado do Allianz Parque nesta quarta-feira, às 22 horas (de Brasília). A atividade foi pautada na troca de passes em velocidade e nas finalizações a gol.

 

Além do capitão, que preocupava em virtude de entorses no joelho e no tornozelo da perna esquerda, o volante Rafinha também trabalhou com bola pela primeira vez desde a cirurgia no pé esquerdo, a qual foi submetido em setembro.

 

Presentes na derrota por 1 a 0 para o Atlético-PR, no último sábado, alguns atletas realizaram apenas trabalho regenerativo, mas devem ter condições físicas para encarar o time alviverde: Wellington Silva, Jean, Gum, Marlon, Cícero, Gustavo Scarpa e Vinícius.

 

 

 

 

Fonte: ESPN                   Foto: Gazeta Press

Terça, 27 Outubro 2015 00:00

Zico retira candidatura à presidência da Fifa

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Chegou ao fim a campanha de Zico para a presidência da Fifa, nesta segunda-feira. O brasileiro tinha até este dia 26 para apresentar as cinco indicações que o possibilitariam concorrer às eleições, que serão realizadas no dia 26 de fevereiro, em Zurique, na Suíça.

Atualmente técnico do Goa FC, da Índia, Zico chegou a buscar apoio das federações dos países em que tinha alguma ligação histórica. Conseguiu as indicações das federações de São Tomé e Príncipe e Angola.

 

"Confirmamos que saímos da corrida porque vimos que seis federações que estavam apalavradas começaram a retroceder. Elas prometeram apoio, mas depois evitaram", disse Ricardo Setyon, consultor sênior de relações internacionais e comunicação da campanha de Zico.  

 

O jornalista, que trabalhou por 15 anos na Fifa, disse que a decisão foi tomada após a mudança no panorama.

 

"Antes no começo da campanha, o Zico fez questão de fazer a primeira visita à CBF. Depois disso, houve uma avalanche de mudanças no panorama. A expulsão do Valcke, suspensão do Blatter e do Platini. O presidente da Conmebol apoiava o Platini, anunciou que mesmo assim, apoiava. Só que alguns dias depois a Inglaterra retirou o apoio. A gente não esperava que ela revisse seus conceitos e apoiasse o Zico. A pergunta que faço: já que eles não podem votar no canditato que gostariam, para quem irão esses votos, inclusive o da CBF?", questionou. 

 

"A grande esperança da campanha era de que a CBF, ao invés do quinto voto após as mudanças, se transformasse no primeiro voto, o que não aconteceu. O Zico era o único candidato que não tinha o apoio oficial do seu próprio país. Quando vimos que estávamos nessa situação, resolvemos mudar", afirmou.

 

"Por enquanto, o Zico irá cumprir o contrato dele com o Goa, da Índia, mas a ideia é mostrar que a falta de experiência é um dos grandes triunfos dele. Ele abriu um grande debate para mudarmos esse sistema. Ele não tem mágoa nem revolta com a CBF e em um futuro próximo buscaremos novos desafios no futebol", analisou.

 

Veja mensagem publicada por Zico em sua página no Facebook:

 

Caros amigos, não deu.

 

Estávamos animados ontem com 6 promessas de cartas, mas hoje o movimento da UEFA com a retirada de Platini mudou todo o cenário.

 

A forma atual da eleição da FIFA realmente não favorece a mudança. Basta ver que os nomes que estão ai para esta eleição dificilmente poderão realmente falar em mudança.

 

Mas agora quero agradecer a AM4, em especial Marcos Antonio pelo site; Approach, em especial Sérgio Pugliese pela assessoria de imprensa; Hans Donner, pela criação da bela marca; Aos colaboradores e influenciadores digitais; todos que enviaram videos, fotos e mensagens; voluntários do site; aos meus filhos, com destaque para o Jr. e para a equipe da campanha; Pedro Trengrouse; Ricardo Setyon; João Frigério; e Rafael Oliveira, Coordenador da campanha.

 

Que outras partidas venham por ai. Plantamos uma semente para um debate sobre uma nova forma de gestão do futebol baseada na democracia e na transparência.

 

Abraço em todos,

 

Zico

 

 

 

Fonte: ESPN       Foto: Getty

Reserva de Leonardo Silva e Jemerson no Atlético-MG, o zagueiro Edcarlos chegou a ser procurado pelo então presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, pouco antes do ex-mandatário tricolor renunciar ao cargo no dia 13 de outubro. A informação foi confirmada pelo próprio jogador, em entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira.

Conforme disse Edcarlos, o empresário do jogador, André Cury, tinha, inclusive, uma reunião agendada com a cúpula são-paulina, no entanto, a negociação não vingou devido à saída de Aidar do clube paulista.

 

"O que eu soube é que havia o interesse e que meu empresário comentou que tinham ligado para ele para marcar uma reunião na semana seguinte. Antes de chegar o dia da reunião, teve a renúncia dele (Carlos Miguel Ainda), e ele nem chegou a sentar para conversar sobre isso. Meu empresário sabia do interesse, mas não chegou a sentar para falar de valores, de nada, e ficou nisso", conta o defensor, que jogou pelo São Paulo entre 2003 e 2007.

 

Com contrato junto ao Atlético-MG até o final dezembro deste ano, Edcarlos destacou que o diretor de futebol, Eduardo Maluf, já entrou em contato com seu representante e que sua renovação junto ao clube mineiro deve acontecer em breve.

"Meu contrato termina em dezembro, meu empresário está viajando agora, mas o Maluf já contatou ele. E assim que ele voltar, vamos sentar e finalizar isso", afirmou.

 

Opção no banco durante toda a temporada, Edcarlos foi confirmado pelo técnico Levir Culpi como titular na partida decisiva do próximo domingo, às 17h (de Brasília), contra o líder Corinthians, no Independência.

 

O zagueiro atuará no lugar de Jemerson, que cumprirá suspensão pelo terceiro cartão amarelo recebido contra a Ponte Preta, na rodada passada.

 

 

 

Fonte: ESPN

O sul-coreano Chung Mong-Joon retirou nesta segunda-feira sua candidatura à presidência da Fifa por conta de uma suspensão imposta contra ele pelo Comitê de Ética da entidade responsável pelo futebol mundal.

 

"Por conta das sanções injustas do comitê de ética, perderei o prazo de 26 de outubro para apresentar minha candidatura", disse Chung em nota.

 

"É hora de retirar oficialmente minha candidatura para próximo presidente da Fifa", acrescentou.

 

Fonte: Reuters Brasil

mercado de transferências deste ano foi, talvez, o mais badalado da história da Major League Soccer, o principal torneio de futebol dos Estados Unidos. Os clubes debutantes foram responsáveis pelas idas de Kaká, David Villa, Lampard e Pirlo, e outros astros como Drogba e Gerrard também desembarcaram em equipes mais tradicionais. Terminada a fase regular da MLS, apenas estes dois últimos conseguiram passar para os playoffs. Outros jogadores conhecidos, mas sem o mesmo apelos dos já citados, como Piatti, Giovinco, Giovani dos Santos e os irmãos Wright-Phillips também se classificaram.

 

O Orlando city, clube comandado por um empresário brasileiro e que levou Kaká, alcançou marcas interessantes. Principalmente fora das quatro linhas. Nas arquibancadas, por exemplo, teve uma média de quase 33 mil torcedores, a segunda maior média da MLS. Isso para uma equipe estreante...

 

O time da Flórida ficou na sétima posição, uma atrás da zona de classificação para o mata-mata na Conferência Leste com 44 pontos, cinco a menos que o Toronto. A equipe começou mal. Nas 13 primeiras rodadas, apenas três vitórias. Na reta final, chegou a emplacar cinco triunfos seguidos, mas foi tarde demais. Terminou a fase com uma derrota contra o Philadelphia Union.

 

- Nós vamos sentar e analisar, mas tivemos coisas muito boas e outras nas quais precisamos melhorar. Vamos aproveitar os próximos meses para melhorarmos e fazer o que for necessário para ultrapassar a linha de classificação para os playoffs na próxima temporada - disse o técnico Adrian Heath.

 

O New York City, ligado ao Manchester City, foi o outro clube debutante, e ficou uma posição atrás do Orlando com 37 pontos. O time de Villa, Lampard e Pirlo arrancou ainda pior que o Orlando. Também na 13ª rodada, tinha só uma vitória. Daí para o fim, conseguiu alguns triunfos, mas foi irregular até o fim, e terminou a fase com três derrotas seguidas. Destes astros, o que mais se destacou foi o espanhol, com 18 gols e passes para outros oito. O italiano deu cinco assistências.

 

Já os outros dois grandes astros que chegaram ao torneio se deram bem. Pelo Los Angeles Galaxy, Gerrard, símbolo do Liverpool, entrou em campo 13 vezes, fez dois gols e deu passes para mais três. Também badalado, o mexicano Giovani dos Santos chegou bem. Mas o destaque do time segue sendo o veterano Robbie Keane, que balançou as redes em 20 oportunidades e serviu os companheiros em outras oito. O ex-time de David Beckham ficou na quinta posição da Conferência Oeste.

 

Mas, definitivamente, o "super astro" que desembarcou este ano na MLS que mais faz sucesso é Drogba, eterno ídolo do Chelsea. Desde que teve condições físicas de ser titular, já marcou 11 gols em 10 jogos. Sendo que na partida final desta primeira fase, marcou duas vezes em dois minutos. Ambas as vezes de calcanhar... O Montreal Impact, que também conta com o argentino Piatti, campeão da Libertadores pelo San Lorenzo, ficou em terceiro na Conferência Leste.

 

Fonte: Lance!

O volante Mascherano foi expulso durante a vitória do Barcelona sobre o Eibar, por 3 a 1, por reclamar de uma falta. Como consequência, ele pode pegar até quatro partidas de suspensão se a Liga Profissional de Futebol (LPF) entender que o jogador ofendeu o árbitro Carlos Del Cerro Grande. A situação preocupa Luis Enrique.

 

Para o técnico do Barcelona, Mascherano não teve a intenção de insultar o árbitro e uma punição severa seria injusta.

 

“Ele apenas desabafou numa expressão típica da Argentina. É preciso saber se Mascherano falou aquilo para o árbitro, para o assistente ou para ele mesmo. Perdê-lo por quatro jogos seria muito ruim”, disse o técnico do time catalão.

 

Por conta do cartão vermelho, Mascherano já está fora da próxima rodada do Campeonato Espanhol. No sábado, o Barça enfrenta o Getafe fora de casa. Uma vitória é fundamental para seguir na briga pela liderança. No momento, a equipe de Luis Enrique divide o topo com o Real Madrid, que também tem 21 pontos.

 

Fonte: Goal

Eliminado na primeira rodada do ATP 500 de Viena pelo francês Gael Monfils, o brasileiro Thomaz Bellucci perdeu seis posições no ranking mundial divulgado nesta segunda-feira, que segue liderado pelo sérvio Novak Djokovic.

 

Apesar de estar fazendo uma das melhores temporadas de sua carreira, Bellucci acumulou a quarta derrota seguida com o tropeço para Monfils e agora ocupa a 39ª colocação da classificação da ATP. E se afastou ainda mais de conseguir o melhor posto de sua carreira, em 2010, quando chegou a ser o 21º do mundo.

 

Sem mudanças no 'top-10', o sérvio Novak Djokovic segue na liderança do ranking, seguido do britânico Andy Murray e do suíço Roger Federer. Quem aproveitou a semana, no entanto, foi o oitavo colocado, o espanhol David Ferrer, que venceu em Viena e ficou a apenas 205 pontos do sétimo, seu compatriota Rafael Nadal.

 

O principal avanço da semana foi do americano Steve Johnson, que acabou derrotado na decisão de Viena por Ferrer, mas avançou 14 posições no ranking, inclusive ultrapassando Bellucci, para ocupar agora o 33º lugar.

 

Os 10 primeiros colocados do ranking da ATP e os melhores brasileiros são os seguintes:

 

1. Novak Djokovic (SER) 16.785 pontos

 

2. Andy Murray (GBR) 8.250

 

3. Roger Federer (SUI) 7.930

 

4. Stan Wawrinka (SUI) 6.630

 

5. Tomas Berdych (RTC) 5.000

 

6. Kei Nishikori (JAP) 4.705

 

7. Rafael Nadal (ESP) 4.330

 

8. David Ferrer (ESP) 4.125

 

9. Milos Raonic (CAN) 2.770

 

10. Jo-Wilfried Tsonga (FRA) 2.635

 

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39. Thomaz Bellucci (BRA) 1.080

 

124. Rogério Dutra Silva (BRA) 456

 

144. João Souza (BRA) 405

 

149. Andre Ghem (BRA) 389

 

169. Guilherme Clezar (BRA) 308

 

Fonte: Terra

Lewis Hamilton venceu neste domingo o GP dos EUA e é o mais novo tricampeão de Fórmula 1. Fã de Ayrton Senna, o britânico confirmou o favoritismo após ser bi em 2014 e superou o companheiro de Mercedes, Nico Rosberg, e o alemão da Ferrari, Sebastian Vettel, principais concorrentes, para se juntar ao brasileiro e a outros oito pilotos que possuem três ou mais títulos do maior campeonato de automobilismo do mundo.

 

Em uma temporada impecável, assim como no ano passado, quando conseguiu 11 vitórias, o Britânico este ano já venceu nove e em quase uma década de carreira soma 42 vezes em que esteve no lugar mais alto do pódio, ele ainda pode chegar a 13 triunfos este ano, já que restam três das 19 etapas, isso o distanciaria ainda mais de Senna, que venceu 41 vezes. No Grande Prêmio do Japão, em 27 de setembro, ele empatou com o ídolo brasileiro em número de vitórias e mostrou-se feliz pelo feito.

 

"Cheguei a um nível maravilhoso para mim. Igualar o número de vitórias de Ayrton Senna? Eu me sinto como numa corrida de revezamento. Sabe quando você pega o bastão do outro companheiro? Então, eu me sinto como se estivesse pegando o bastão dele. Igualamos no número de vitórias, mas corremos pela mesma equipe. É assim que eu estou me sentindo", afirmou em entrevista a "Rede Globo". Fora isso, no mesmo, dia, ele publicou em uma rede social uma singela homenagem a Ayrton, a quem chama de ‘ídolo’ e ‘rei’.

 

A idolatria ao ex-piloto brasileiro é tão grande que Hamilton mantém em seu site oficial uma homenagem ao tricampeão mundial. Dentre os muitos elogios, o chama de ‘herói, lenda e ídolo’. Hamilton diz ainda que começou a acompanhar F1 quando era criança e amava o macacão e o capacete amarelo de Senna, tanto que seu acessório já foi da mesma cor e hoje, parte dele, tem essa coloração. Lembra-se dos livros que comprou quando criança sobre o brasileiro e também da maneira como ele expunha a sua crença sem medo.

 

Fora isso, ele relembra ainda os duelos entre Senna e Alain Prost, seu grande rival nas pistas, e afirma que a maneira como Ayrton dirigia o inspira até hoje. O britânico recorda a morte de Senna e diz 'foi muito difícil para mim. Eu tinha apenas nove anos, e foi muito difícil para realmente compreender a magnitude do que tinha acontecido. Se foi o meu herói’.

 

Por fim, ele mostra toda a sua idolatria pelo brasileiro ao dizer: 'Ayrton Senna era uma lenda incrível. Será lembrado e admirado para sempre. Ele tinha a qualidade rara de grandeza. Até hoje você ainda pode aprender coisas de como ele dirigia', encerra Hamilton.

 

Ser tricampeão um ano mais novo e igualar a marca do ídolo, com certeza é algo que Hamilton sonhou desde criança. Aos 30 anos, ele ainda estará por muitos anos na Fórmula 1 (ao menos na Mercedes até 2018) e suas marcas só tendem a melhorar, como o número de pole positions (hoje ele largou em primeiro 49 vezes, Senna 65 e Schumacher 68).

 

História

 

Nascido em 7 de janeiro de 1985, em Stevenage, na Inglaterra, Hamilton começou sua carreira no automobilismo com apenas 11 anos. No Kart, ele foi campeão entre 1996 e 2000 - em 1998, ele integrou um projeto de desenvolvimento de pilotos da McLaren, equipe pela qual estrearia na F1 nove anos mais tarde. Em 2003, foi campeão britânico de Fórmula Renault. Venceu a Fórmula 3 em 2005, um ano mais tarde confirmou seu ‘acesso’ à F1 ao conquistar a GP2.

 

Com apenas 22 anos, Lewis estreou na F1 pela McLaren e foi o primeiro negro a pilotar um carro da categoria. Chegou à última etapa daquele ano com chances de se tornar o mais jovem campeão da história, mas perdeu o título para o finlandês Kimi Raikkonen na última etapa. A temporada, no entanto, foi um sucesso, já que conseguiu quatro vitórias (Canadá, Estados Unidos, Hungria e Japão) e ficou na segunda colocação.

 

Em 2008, o britânico foi ainda mais brilhante e venceu cinco etapas (Austrália, Mônaco, Inglaterra, Alemanha e China), contou com a sorte na última volta do GP do Brasil, e tirou o título do brasileiro Felipe Massa nos instantes finais. Aos 23 anos, nove meses e 27 dias, ele se tornaria o mais novo piloto de F1 a se sagrar campeão (feito derrubado por Sebastian Vettel, em 2010, com 23 anos, quatro meses e 11 dias). 

 

2009 não foi um ano muito bom para Hamilton. Sua equipe não foi muito bem no início e só reagiu na segunda metade da temporada, quando Jenson Button já estava disparado na liderança. Mesmo assim, ele venceu dois Grandes Prêmios (Hungria e Cingapura).

 

Em 2010, já com a melhora do carro, Lewis conseguiu encarar a força da Red Bull e liderou o campeonato no início, mas não resistiu à pressão de Vettel. Foram mais três vitórias para a conta (Turquia, Canadá e Bélgica).

 

O ano seguinte foi novamente complicado, já que ele assistiu o alemão ser o mais novo bicampeão da história. Foram três triunfos (China, Alemanha e Abu Dhabi). Em 2012, apesar de várias quebras de sua McLaren, conseguiu vencer mais três etapas (Canadá, Hungria e Itália), entretanto o título ficou novamente com Sebastian Vettel.

 

A grande mudança na carreira aconteceu em 2013. Depois de seis anos na equipe britânica, Hamilton se transferiu para a alemã Mercedes. O primeiro ano foi modesto, com apenas uma vitória (Hungria). Naquele ano, Vettel quebrou mais um recorde e sagrou-se tetracampeão. No ano seguinte enfim o bicampeonato chegaria. Com 11 vitórias em 19 etapas, Lewis confirmou a força da sua Mercedes e superou o companheiro Nico Rosberg ao somar 384 pontos ante 317 do alemão. Foi pela mesma Mercedes que ele conquistou o título deste ano.

 

Números

 

Vitórias*: 42;

 

Poles*: 49;

 

Pódios*: 83;

 

Voltas rápidas*: 26;

 

Pontos*: 1788;

 

Primeiro GP: Austrália – 2007;

 

Primeira Pole: Canadá – 2007;

 

Primeira vitória: Canadá – 2007;

 

Primeiro pódio: Austrália – 2007.

 

*Até o momento

 

Fonte: IG Esporte

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